Thursday, July 19, 2012

Isto é Tifereth!!! (do Esquema Original do Teto da Capela Sistina)

Bem-vindo ao banquete de Deus! Seja meu convidado!
Comemorando o 4º ano de lançamento do meu documentário "Ícaro, Contemplação & Sonho".

Olá inimigos de todo o Brasil! Estou me referindo a vocês que estão visitando as minhas páginas na web (anonimamente ou não) e ainda não acreditam que eu seja o próprio Michelangelo Buonarroti. Tenho pensado sobre qual será o tipo de pessoa que mais vai se chocar ao descobrir a verdade por trás da minha história: os ateus ou os crentes? (os estúpidos estão imunes, que sortudos). Depois da publicação na web do Esquema Original do Teto da Capela Sistina, a guerra passa a ser travada em um campo físico e racional, sem interpretações subjetivas. Ou seja, de agora em diante, vou mostrar as provas físicas que realmente importam e a verificação será imediata. Este será o capítulo final do meu striptease espiritual.
Que situação difícil agora, não? Daqui pra frente, os ateus e os crentes estão condenados a provar que estou completamente errado sobre todas as informações precisas que eu estou fornecendo sobre o Teto da Capela Sistina. Sugestão: todos (que ainda não acreditam na minha história) podem fazer uma pesquisa para ver se alguém descobriu esse esquema antes de mim (quem sabe um místico judeu?). Eu fiz essa pesquisa e não encontrei nada, mas gostaria de ver se realmente há alguém. Anos atrás, algumas pessoas me perguntaram sobre o que eu teria a dizer sobre a descoberta de desenhos anatômicos escondidos nas pinturas. Bem, acho que a resposta está dada a todos.

Estou abrindo os meus segredos em um ritmo bem lento por razões táticas. Ano que vem, vou postar a explicação geral do Teto da Capela Sistina publicada no meu livro "Ícaro, Contemplação & Sonho". Por enquanto, vou deixar uma dica: o Teto da Capela Sistina é uma narrativa visual para ser entendida somente pelo povo judeu. Que narrativa seria esta?
A explicação correta ganha uma pizza gigante!
Veja a resposta no ano que vem!

PS: Pessoalmente, não dou a mínima para o que as pessoas acreditam. O que estou fazendo é motivado pelo meu acerto final com "Deus". Apesar da minha arte ser um reflexo natural do meu trabalho na vida passada, eu concordo que há uma diferença notável de como eu expresso ela agora. Hoje, eu não uso qualquer tipo de referência visual para desenhar as minhas figuras. Eu trabalho assim porque esta é a maneira como eu expresso a minha arte nesta vida. O resultado é uma figura humana ainda mais distante da realidade comparado ao que fiz antes, mas a minha assinatura pode ser sentida nas inúmeras decisões criativas exigidas pelo trabalho.

Antes que eu me esqueça…Tiferet: Ação de Dar e Receber, Compaixão e Força… etchttp://en.wikipedia.org/wiki/Tiferet

Saturday, June 23, 2012

Esquema original do Teto da Capela Sistina


Original Scheme of the Sistine Ceiling \ Esquema original do Teto da Capela Sistina, originally uploaded by MichelAngelo▲.
4 anos atrás, eu passei julho inteiro terminando o meu filme doc Ícaro, Contemplação e Sonho. Só para mostrar a Deus que eu vou realizar tudo o que Ele me pediu, estou oferecendo este presente para aqueles que acreditam em mim: Esquema original do teto da Capela Sistina.

– É Tifereth!!!
Que tal ser uma das primeiras pessoas do mundo a saber exatamente o que está representado na famosa cena central do Teto da Capela Sistina?
A cena onde Deus estende o braço para alcançar a mão de Adão NÃO é a "Criação de Adão" bíblica. Esta pintura é uma representação de Tifereth, a Sefira (emanação divina) central da Árvore da Vida da Cabala com todos os elementos para fazer a ligação desta com outras Sefirot (plural de Sefira). Existem muitos segredos entre aquelas pinturas do Teto da Sistina, mas agora a ideia fundamental é pública: os afrescos do Teto da Capela Sistina foram criados para compor a minha versão da Árvore da Vida da Cabala.
Estou revelando o esquema original do Teto da Capela Sistina para celebrar o 4º aniversário de lançamento do meu filme documentário "Ícaro, Contemplação & Sonho".
A abertura deste segredo é um presente especial para aqueles que estão acreditando em mim e são capazes de sentir o que está acontecendo comigo.
Uma dica para aqueles que estão me acompanhando pela internet: na próxima vez em que estiver com a família e os amigos, fale a eles sobre esta simples curiosidade que revela um pouco da arte do passado. Diga-lhes:
– Lembram a "Criação de Adão", aquela pintura do Michelangelo na Capela Sistina? Pois é… Aquela imagem não é uma representação bíblica da "Criação de Adão". É uma representação de Tifereth, a Sefira central da Árvore da Vida, na Cabala.
E não importa que ninguém saiba o que é a Árvore da Vida da Cabala. O tempo levará este conhecimento até eles. Mas se alguém te perguntar sobre como você possui tal informação sobre o Teto da Capela Sistina, tire onda e fale a eles sobre mim:
– O Michelangelo acabou de revelar o esquema original do Teto da Capela Sistina na internet!
Um dia este momento estará escrito em livros de História. Não perca a chance de fazer parte dele.

Os significados das Sefirot  se completam através do detalhes visuais que ligam uma Sefira a outra. As cenas pertencem a mais de uma Sefira:

Kether 
-Jonas
Da'ath (a sefira invisível):
- Separação da Terra da Água
- Criação do Sol, Lua, Plantas (meu autorretrato idealizado)
- Separação da Luz e das Trevas
Chochma:
- A morte de Aman (na verdade: O sacrifício de Deus, o Filho)
- Jeremias (meu autorretrato)
Binah:
- Moisés e a Serpente de Bronze (na verdade: as duas versões originais do Hino da Pérola)
- Síbila Líbica
Chesed:
- Síbila Persica
- Ezequiel
Gevurah:
- Daniel
- Síbila Cumana
Tifereth:
- Criação de Adão
- Criação de Eva
- Tentação e Expulsão
Netzach:
- Joel
- Síbila Eritréia
Hod:
- Isaias
- Síbila Délfica (na verdade: Cassandra)
Yesod:
- Sacrifício de Noé
- O Dilúvio
- Bebedeira de Noé
Malkuth:
- Zacarias
- Davi e Golias
- Judite e Holofernes

Links:
en.wikipedia.org/wiki/Sephirot
en.wikipedia.org/wiki/Gallery_of_Sistine_Chapel_ceiling

Esquema original do Teto da Capela Sistina


Original Scheme of the Sistine Ceiling \ Esquema original do Teto da Capela Sistina, originally uploaded by MichelAngelo▲.
(4 anos atrás, eu passei julho inteiro terminando o meu filme doc Ícaro, Contemplação e Dream. Só para mostrar a Deus que eu vou realizar tudo o que Ele me pediu, estou oferecendo este presente para aqueles que acreditam em mim: Esquema original do teto da Capela Sistina.)
– É Tifereth!!!
Que tal ser uma das primeiras pessoas do mundo a saber exatamente o que está representado na famosa cena central do Teto da Capela Sistina?
A cena onde Deus estende o braço para alcançar a mão de Adão NÃO é a "Criação de Adão" bíblica. Esta pintura é uma representação de Tifereth, a Sefira (emanação divina) central da Árvore da Vida da Cabala com todos os elementos para fazer a ligação desta com outras Sefirot (plural de Sefira). Existem muitos segredos entre aquelas pinturas do Teto da Sistina, mas agora a ideia fundamental é pública: os afrescos do Teto da Capela Sistina foram criados para compor a minha versão da Árvore da Vida da Cabala.
Estou revelando o esquema original do Teto da Capela Sistina para celebrar o 4º aniversário de lançamento do meu filme documentário "Ícaro, Contemplação & Sonho".
A abertura deste segredo é um presente especial para aqueles que estão acreditando em mim e são capazes de sentir o que está acontecendo comigo.
Uma dica para aqueles que estão me acompanhando pela internet: na próxima vez em que estiver com a família e os amigos, fale a eles sobre esta simples curiosidade que revela um pouco da arte do passado. Diga-lhes:
– Lembram a "Criação de Adão", aquela pintura do Michelangelo na Capela Sistina? Pois é… Aquela imagem não é uma representação bíblica da "Criação de Adão". É uma representação de Tifereth, a Sefira central da Árvore da Vida, na Cabala.
E não importa que ninguém saiba o que é a Árvore da Vida da Cabala. O tempo levará este conhecimento até eles. Mas se alguém te perguntar sobre como você possui tal informação sobre o Teto da Capela Sistina, tire onda e fale a eles sobre mim:
– O Michelangelo acabou de revelar o esquema original do Teto da Capela Sistina na internet!
Um dia este momento estará escrito em livros de História. Não perca a chance de fazer parte dele.

Os significados das Sefirot  se completam através do detalhes visuais que ligam uma Sefira a outra. As cenas pertencem a mais de uma Sefira:

Kether 
-Jonas
Da'ath (a sefira invisível):
- Separação da Terra da Água
- Criação do Sol, Lua, Plantas (meu autorretrato idealizado)
- Separação da Luz e das Trevas
Chochma:
- A morte de Aman (na verdade: O sacrifício de Deus, o Filho)
- Jeremias (meu autorretrato)
Binah:
- Moisés e a Serpente de Bronze (na verdade: as duas versões originais do Hino da Pérola)
- Síbila Líbica
Chesed:
- Síbila Persica
- Ezequiel
Gevurah:
- Daniel
- Síbila Cumana
Tifereth:
- Criação de Adão
- Criação de Eva
- Tentação e Expulsão
Netzach:
- Joel
- Síbila Eritréia
Hod:
- Isaias
- Síbila Délfica (na verdade: Cassandra)
Yesod:
- Sacrifício de Noé
- O Dilúvio
- Bebedeira de Noé
Malkuth:
- Zacarias
- Davi e Golias
- Judite e Holofernes

Links:
en.wikipedia.org/wiki/Sephirot
en.wikipedia.org/wiki/Gallery_of_Sistine_Chapel_ceiling

Saturday, February 25, 2012

Pela última vez: 25 de fevereiro

Pela última vez: 25 de fevereiro / For the last time: 25th of february Há exatos cinco anos eu começava a abrir a minha história de vida de uma maneira desesperada: apresentando-me como o próprio Michelangelo Buonarroti para quem estivesse ao meu lado e explicando o porquê disto. O meu desespero era para salvar tempo de vida, pois já estava óbvio que a experiência espiritual de 1983-1987 era verdadeira e eu sabia do destino horrível que se consumaria caso continuasse calado. Contudo, só agora começo a entender a exata transformação que teve início desde então. Mergulhado no inútil esforço de explicar o que aconteceu comigo na década de 1980, sem perceber, eu me reconectei com algo muito íntimo, congelado em 1979, naquele fatídico 25 de fevereiro, quando uma voz do além me revelava o porquê daquele horrível momento (Vejam uma parte do filme para entender: http://michelangelo00.blogspot.com/2011/07/introduction-1979-footage-1-from-icarus.html ). Entretanto, uma vez aceito o propósito espiritual da minha vida, as ilusões que me fizeram andar em círculos por décadas desapareceram. E o meu último grande engano, a ilusão de ser compreendido pela forma como eu interpreto os fatos da vida, desmoronou hoje, definitivamente, para dar lugar à solução conceitual oferecida pela palavra "Deus". Hoje entendo que tentar explicar o inexplicável sem buscar respostas em "Deus" é condenar a própria fala à incompreensão. Não existe abordagem do real desprovida de razão emocional e este meu strip-tease espiritual não é nada óbvio nas suas razões. A única lógica que torna aceitável o que vivi é a mais básica mistificação religiosa que tudo explica pela crença no divino, no sagrado, ou em "Deus". Mesmo achando que esta rendição à cultura popular destrói a beleza e a profundidade da experiência espiritual que me envolveu desde criança, tenho que reconhecer que o significado dos sonhos, visões e situações é, e sempre será, algo hermético para consumo interno meu. A solução oferecida pela palavra "Deus" encerra esta minha fase de luta por compreensão e joga a "bomba" espiritual no colo dos incautos que trombam com a minha presença no espaço público. Todas a pessoas, absolutamente todas, constroem os seus julgamentos baseados na opinião de quem está em alguma posição social de relevância, mas esta normalidade desaparece diante da palavra "Deus". Muralhas de preconceito e ignorância são anuladas se o julgamento que me conduz deixa de ser meu e passa a ser atribuído à inspiração de "Deus". Apresentar a minha história como um diálogo com "Deus" (o que nunca deixou de ser) é muito mais simples e a minha postura passa a ser totalmente compreensível. Reparem só como fica claro: Em 1983, num mesmo final de fevereiro, "Deus pediu que eu revelasse o meu nome: Michelangelo Buonarroti". O triângulo que aparecia ao lado da a minha assinatura, "Carlos Eurico", naquele ano, apontava tão somente para o que havia de errado em mim: o meu nome. (Vejam uma parte do filme para entender: http://michelangelo00.blogspot.com/2011/08/19831-footage-5-from-icarus.html ). "Deus" voltou inúmeras vezes a me colocar nesta mesma situação onde a solução para a minha vida era a revelação do meu nome espiritual, eu sabia disto mas não admitia viver desta maneira, em confronto total com a ordem do mundo, por mais provas da minha identidade que eu já tivesse em mãos. Hoje, dia 25 de fevereiro de 2012, pela primeira vez, a lembrança da morte da Vittoria Colonna deixa de ser o famoso buraco negro que engoliu a minha vida inteira para se tornar apenas o que realmente é: um triste momento deste universo. A lembrança do traumático 25 de fevereiro de 1547, vivido por mim em outra vida, esgotou o seu propósito: a minha identidade espiritual, e seu famoso nome, é apresentada todos os dias, assim como a sua história. Não há mais por que sofrer, pois já entreguei ao outro a tarefa de entender a verdade humana que eu carreguei em silêncio por quase 3 décadas. A sensação de deixar para trás a revolta pela morte da Vittoria é de absoluta leveza. Agora, nesta rotina diária de me apresentar como o próprio Michelangelo Buonarroti, dolorosas lembranças da Vittoria desde a infância deixam de ser a explicação da minha postura. Apresentar-se vivendo uma "imposição de Deus" desconstrói o jogo do reconhecimento social e dá nitidez à oposição de fundo político que existe contra a minha presença no espaço público. De agora em diante, ao invés de falar da Vittoria Colonna, de sonhos premonitórios e da pesquisa para definição da assinatura visual da minha identidade, digo apenas que o meu tempo de vida foi consumido em uma inútil queda-de-braço com "Deus". De agora em diante, ao invés de armadilha ardilosa contra desafetos do passado, a minha vida será metade do "Homem" (Deus) e metade da "Máquina" (cultura popular). De agora em diante, a minha vingança não é mais minha, é da realidade espiritual que vivo, expressão natural da transcendência de… "Deus".

Wednesday, August 31, 2011

Instruções sobre como me atacar

Êxtase & Agonia - The Ecstasy And The Agony
Olá pessoal
Pode soar estranho, mas esta minha apresentação como o próprio Michelangelo Buonarroti não é motivada pelas características da arte que faço ou por lembranças de detalhes de trabalhos artísticos da outra vida (mas poderia ser). Mesmo que, hoje, eu fosse um fabricante de pranchas de surf (este, sim, era o meu verdadeiro sonho de juventude), eu estaria me apresentando e contando a minha história de vida exatamente da mesma forma. A minha autopercepção como o próprio Michelangelo teve início com a vivência, em 1983, do trauma emocional relacionado à morte de Vittoria Colonna (1490-1547) e suas consequências na atual vida. A minha autopercepção como o próprio Michelangelo não teve como ser destruída ao longo da vida por causa da forma como as coisas aconteceram comigo até hoje.
Preciso esclarecer os fundamentos a minha autopercepção como o próprio Michelangelo para "ajudar" as pessoas que pretendem um dia me atacar mostrando a cara (até agora, só covardes escondidos no anonimato tentaram isso). Inicialmente, devo avisar que me atacar com retóricas destituídas de exemplos e cheias de política do reconhecimento social não vai funcionar por dois motivos simples. Primeiro: a opinião de quem nunca enfrentou um fazer artístico ao menos próximo do meu nunca irá além do discurso leigo. Para que eu reconheça em você o conhecimento para debater comigo, você tem que, no mínimo, desenhar de memória um nu masculino em contrapposto com uma anatomia bem definida em três vistas distintas pelo menos. Caso você realize estes desenhos diante de meus olhos (eu nunca conheci ninguém capaz disso até hoje), acreditarei na sua capacidade de avaliar a minha representação da figura humana. Mas, se você for capaz disso, você vai acabar concluindo que, sim, eu só posso ser o próprio Michelangelo logo que conhecer a forma como crio as minhas imagens. Segundo: é óbvio que eu me retirei definitivamente do jogo social com esta apresentação como o próprio Michelangelo e é obvio, também, que esta atitude apenas evidencia a minha natural postura de vida. Eu sempre vivi fora do jogo de aparências da sociedade e nunca me preocupei com reconhecimento artístico. Ou seja, não adianta ficarem imaginando razões profissionais e vantagens pessoais nesta minha apresentação como o próprio Michelangelo porque estas não existem.
Os incomodados com esta minha apresentação como o próprio Michelangelo que pretendem me atacar em público algum dia devem seguir este roteiro:
1) Pesquisar a fundo as circunstâncias da morte de Vittoria Colonna. Pesquise as descrições históricas do dia da morte dela e veja se há contradições em relação à minha visita ao leito de morte de Vittoria. Se você conseguir provar que eu não estive neste aposento, eu serei forçado a repensar a experiência mística central da minha autopercepção como o próprio Michelangelo.
2) Desenvolver um estudo apurado das causas da morte de Vittoria Colonna. Procure descobrir se ela morreu de causas naturais ou se havia de fato alguma perseguição religiosa contra ela. Se você provar para mim que as minhas suspeitas de assassinato são infundadas, novamente terei de buscar outro sentido para todas as visões que me assombraram a vida desde criança até os anos 1980.
3) Pesquisar referências históricas para saber se havia alguma outra pessoa mantendo uma relação de amizade muito íntima com a Vittoria nos últimos dias de vida dela. Com mais esta informação, você será capaz de colocar em xeque todas as minhas certezas a respeito da minha própria identidade.
O seu maior problema para me atacar, porém, depois de desqualificar todos os fatos históricos que explicam a crise emocional que, em 1983, me jogou em uma tortuosa busca artística, vai ser conhecer a minha vida para rebater todas as minhas interpretações dos fatos. Por isso, entre as muitas investigações que você deverá realizar, você poderia começar com esta:
4) Um longo e exaustivo interrogatório da senhora minha mãe. Pressione-a com técnicas dos esquadrões anti-terror e tente descobrir as razões do comportamento dela diante do que eu vivia nos anos 1980. Particularmente, eu duvido que consiga obter qualquer confissão desta senhora. A absoluta certeza de que ela sabia da minha identidade espiritual desde que eu era pequeno e as circunstâncias deste fato, que explicam a revolta dela com as minhas escolhas de vida, seguirão intactas na minha mente até que alguém me apresente muitas evidências científicas em contrário obtidas de qualquer forma. Reconheço que a investigação da senhora minha mãe é o trabalho mais difícil e perigoso, contudo, o resultado será de extremo interesse meu. Pode contar com a minha ajuda, você, inimigo meu, em tudo o que vier a precisar para esta arriscadíssima empreitada.
Infelizmente, todo e qualquer ataque à minha história de vida vai esbarrar em razões íntimas geradas por acontecimentos que não têm como serem revertidos para desqualificar a minha autopercepção como o próprio Michelangelo Buonarroti. Eu digo "infelizmente" porque eu mesmo tentei me desqualificar por 20 anos e fracassei. Por outro lado, mesmo que alguém conseguisse reinterpretar todas as minhas vivências místicas e reinventar todos os ocorridos nos anos 1980, eu não teria como fugir da presente harmonia conquistada. Desde o primeiro momento desta minha apresentação como o próprio Michelangelo, eu percebi o esgotamento das minhas tentativas de me adequar à sociedade. Viver o presente sem ansiedades existenciais é um estado de alma que levei uma vida inteira para atingir. Foram duas décadas até entender que apenas autocompreensão não bastava. Era preciso saltar na incerteza da compreensão do outro, de você, meu caro inimigo.

Sunday, June 5, 2011

O conceito do livro: explicar o óbvio.

Young Head

Olá, pessoal
O espaço público é o espaço do discurso político. Qualquer ambiente social é um espaço onde nos colocamos de forma política. Qualquer aspecto do nosso comportamento vai compor o nosso discurso político. O registro escrito de qualquer experiência de vida é o mais amplo discurso político que pode ser construído. E eu não queria ser enquadrado em nenhuma corrente política-filosófica-religiosa atual quando apresentasse o livro "Ícaro, Contemplação & Sonho" no espaço público. Não queria porque, se eu me aliasse a qualquer corrente, a singularidade do que vivi não seria expressa. Mas como fazer isso diante de uma experiência de vida que começou com comunicações paranormais (1979) e uma incorporação diante de meus olhos (1980) que foi de tirar o folêgo? E como enfrentar os obscurantismos e os preconceitos contra mim?
Quando passei a me apresentar como o próprio Michelangelo Buonarroti, eu dei o primeiro passo na direção da postura que vislumbrei como a única capaz de expressar a minha experiência de vida. Era a radicalização necessária para me colocar de forma inequívoca no espaço público e começar a construção do meu discurso político. Sem perceber, contudo, eu estava emitindo um ultimato para amizades de longa data e criando um teste de capacitação para as novas amizades. A margem de manobra para os relacionamentos se reduziu enquanto que a minha simples apresentação se transformou em um convite emocional de alcance planetário. E não havia nenhum alinhamento de ideias, apenas a exposição à incompreensão e ao preconceito. Entretanto, dia após dia, comecei a colher as reações a esta minha apresentação e a entender que a minha nova realidade diária seria uma guerra. A guerra para explicar o óbvio que carrego no íntimo contra o preconceito e a estupidez pública e privada da sociedade.
Depois da entrada no espaço público como o próprio Michelangelo, eu tinha a obrigação de criar um livro que escapasse de ser considerado válido por céticos ou crentes. O livro "Ícaro, Contemplação e Sonho" teria que ser rejeitado em algum ponto por todos os grupos sociais e até jogado no lixo pelo mais louco entusiasta da minha história. Esta pretensão não se devia a nenhuma ânsia adoslescente em ser diferente, mas à dificuldade de codificar a minha experiência espiritual sem me alinhar a ninguém. Teria sido muito confortável buscar proteção nas visões de mundo que já estão nas prateleiras, contudo, esta atitude seria absolutamente desonesta comigo mesmo e com o outro. Mas como reunir 30 anos de "conversas" com o meu próprio íntimo e com um sentimento de transcendência que precisei de uma vida inteira para entender verdadeiro? Como explicar as lembranças da infância no meio de experiências espirituais que desintegravam o sentido de identidade da minha vida adulta?
A solução literária foi mergulhar no sentido simbólico das coisas que me aconteciam para tentar revelar a natureza da situação espiritual que tive de enfrentar. Eu precisava traduzir a emoção que me transformou até hoje em falas e pensamentos compreensíveis. Apontei a existência de uma outra dimensão acessível pelo nosso íntimo, visualizei os personagens de lá que dialogavam comigo e, assim, fui arrumando a história ideal para ser o meu discurso político. Seria falsa esta minha conceituação do desconhecido? Seria falsa a história arrumada que conto? De forma alguma! Trata-se tão somente de mais uma apresentação do desconhecido. Trata-se tão somente de mais uma história sendo contada. Afinal, qual história que não é arrumada quando é contada? Quanto ao desconhecido, o meu próprio ato de atribuir sentido àquilo que, antes, não tinha um sentido prévio é uma revelação espiritual desde o início da minha busca por sentido (1983). Mas a certeza de que havia verdade naquilo que eu vivia e a coragem para seguir adiante estava muito além de qualquer reflexão mundana.
Entretanto, existem circunstâncias culturais e sociais que condenam histórias e pessoas antes mesmo de estas serem conhecidas. Além dos preconceitos de praxe, qualquer experiência espiritual depende de um profundo isolamento do indivíduo para acontecer, o que gera ainda mais preconceito. Existe uma situação de vida, que batizei de "obscurecimento pela proximidade", cujos efeitos podem ser notados em diversos tipos de pessoas. Entre os mais afetados por este bloqueio mental, está a família, amigos de infância, indivíduos robotizados pela mídia (muito numerosos), indivíduos robotizados por ideologias, religiões e filosofias diversas. A única possibilidade de abertura mental para estas pessoas seria a opinião de alguém que seja muito respeitado por elas mesmas. O mais provável que aconteça, porém, é que este bloqueio mental, o "obscurecimento pela proximidade", se transforme em "rejeição de recalcado". Aqueles que sofrem desta desconexão com a realidade dificilmente conseguem superar as emoções que os impedem de conhecer aquilo que está debaixo de seus narizes uma vida inteira. E se, algum dia, descobrirem que aquela pessoa/coisa é completamente diferente daquilo que imaginavam ser, é certo que se afastarão em silêncio. As pessoas que sofrem de "obscurecimento pela proximidade" não suportam descobrir como são medíocres como seres humanos. Os exemplos são infindáveis.
O meu livro não foi idealizado para me fazer conhecer pelas pessoas que sofrem de "obscurecimento pela proximidade" e conquistar aceitação social. Eu idealizei o meu livro para expressar o sentimento daquilo que vivi e escancarar a guerra espiritual que está começando. As interpretações dos sonhos e dos fatos em sincronicidade foram elaborados e ajeitados para que eu pudesse construir uma linearidade e explicar o que acontecia comigo. Ao contrário do sensacionalismo das experiências paranormais, optei pela redução do relato à minha tortuosa dimensão íntima. Afinal, qual visão mística pode ser mais explícita do que uma vida inteira desmantelada por uma dimensão espiritual ao mesmo tempo sólida e sútil?
Como eu mesmo reconheci ao final do meu livro, o verdadeiro valor daquela situação de vida ingrata nos anos 1980 e 1990 estava em ser sempre um iniciante perdido em um deserto cultural. Por incrível que pareça, entendi que não havia nada para ser provado como realidade transcendente. Havia apenas uma situação emocional óbvia a ser aceita. Explico: em 1983, depois do início do choro convulsivo pela Vittoria Colonna, este sentimento impossível já havia instaurado uma realidade (transcendente) a ser vivida, e jamais negada. Quando o Henrique me entregou aquele papel com o sonho dele anotado (Veja o filme em http://euricopoggi.blogspot.com/ para entender), a mensagem estava na dimensão emocional que eu havia acabado de descobrir em mim mesmo e não na interpretação do sonho dele. E a dimensão emocional de chorar pela Vittoria estava me dizendo: "Beleza!!! Você é o cara (Michelangelo Buonarroti)!!! Mas quando que você vai contar isso para todo mundo?".
Ainda bem que, hoje, eu posso abrir a minha boca para expressar esse sentimento impossível pela Vittoria Colonna de mãos vazias e de pé sobre uma vida fracassada, caso contrário, eu não teria credibilidade alguma. Ser Michelangelo Buonarroti, que retorna dos mortos, implicou no abandono de todas as minhas tentativas de ser um bem-sucedido e normal Carlos Eurico Poggi, o nome desta vida. Ainda bem que, hoje, eu entendo esta chance oferecida pela incompreensão e o preconceito para abraçar o meu passado e oferecer ao outro a totalidade do que sou. Explicar a profundidade do que vivi deixou em mim um legado que reduziu o meu livro a um momento da jornada íntima. A apresentação como o próprio Michelangelo Buonarroti no espaço público é apenas o meu óbvio discurso político. Explicar a história que me levou a isto é uma completa redundância.